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Estudo: educadores apontam melhorias na educação infantil

Pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Ministério da Educação (MEC) sobre a qualidade das creches e escolas de educação infantil indica que os profissionais do setor consideram que a atual situação é melhor que há alguns anos. Ainda assim, dizem que a infraestrutura e os projetos pedagógicos dos estabelecimentos de ensino continuem, em sua maioria, inadequados.

Segundo a coordenadora da pesquisa Educação Infantil no Brasil: avaliação qualitativa e quantitativa, Maria Malta Campos, nas seis capitais visitadas, a maior parte dos diretores e coordenadores de estabelecimentos destinados às crianças de zero a cinco anos diz que houve avanços desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996.

“Mas eles também reconhecem que ainda há muitos problemas a serem superados”, disse Maria Malta. A própria secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, reconheceu nesta segunda-feira, em São Paulo, a necessidade de que o acesso às creches e pré-escolas seja ampliado, aumentando o número de vagas, e de melhoria na qualidade do serviço.

Ao apresentar os resultados da pesquisa em um seminário que começou nesta segunda e termina na terça-feira, em São Paulo, Maria Malta destacou a necessidade de aprimorar os currículos dos cursos universitários, pouco direcionados às especificidades da educação infantil. De acordo com ela, há pesquisas recentes que demonstram que, em todo o país, os cursos de pedagogia destinam uma parcela mínima de seu conteúdo à capacitação em educação infantil.

Com base na pesquisa que avaliou sete aspectos de 150 escolas de seis capitais brasileiras, Maria Malta afirma que o quesito mais preocupante, tanto nas creches, quanto nas escolas de educação infantil, é a questão das atividades desenvolvidas.

“As crianças passam longos períodos ociosos, sem nada de interessante para fazer. Atividades fundamentais nesta faixa de idade são muito pouco disponíveis. Esse aspecto, para mim, precisa ser rapidamente melhorado”, assinala ela.

As capitais pesquisadas foram Belém, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Rio de Janeiro e Teresina. Já os sete aspectos avaliados compreendem espaço e mobiliário, rotinas de cuidado pessoal, linguagem e raciocínio, atividades, interação, estrutura do programa e interação entre pais e equipe. Em todas as áreas, os resultados alcançaram o nível básico ou inadequado. A nota mais alta foi obtida na avaliação sobre os processos de interação entre adultos e crianças: 5,6.

Ainda de acordo com Maria Malta, a pesquisa não é um reflexo fiel da situação do país como um todo, mas principalmente das capitais e cidades de grande porte. “Não investigamos escolas de áreas rurais e nem as de municípios interioranos e mais pobres. Sabemos que nessas localidades as situações são muito piores. Já nas cidades grandes e demais capitais não encontraremos grandes diferenças.”

Além disso, as diferenças socioeconômicas regionais também se refletem nos resultados obtidos, com os estabelecimentos das regiões Sul e Sudeste, obtendo melhores resultados do que as do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
 
Agência Brasil

http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4494312-EI8266,00-Estudo+educadores+apontam+melhorias+na+educacao+infantil.html

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